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O Cerrado é um bioma muito útil

O Cerrado é um dos biomas mais importantes e estratégicos do mundo, desempenhando um papel fundamental não apenas para o Brasil, mas para o equilíbrio ambiental global.

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Reconhecido como a savana mais rica em biodiversidade do planeta, o Cerrado abriga uma impressionante variedade de espécies de fauna e flora, muitas das quais são endêmicas, ou seja, não existem em nenhum outro lugar.

Essa riqueza natural faz com que o bioma seja frequentemente chamado de “berço das águas”, já que nele nascem algumas das principais bacias hidrográficas da América do Sul, essenciais para o abastecimento humano, a agricultura e a geração de energia.

Além de sua relevância ecológica, o Cerrado possui enorme valor econômico e social.

A região é uma das principais áreas de produção agrícola do Brasil, responsável por grande parte das exportações de commodities como soja, milho e carne.

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Essa capacidade produtiva está diretamente relacionada às características únicas do solo e do clima, que, quando manejados de forma adequada, oferecem alto potencial de rendimento.

No entanto, esse mesmo potencial traz desafios significativos, especialmente no que diz respeito à preservação ambiental e ao uso sustentável dos recursos naturais.

Outro aspecto que torna o Cerrado extremamente útil é sua contribuição para a regulação do clima.

A vegetação nativa atua como um importante reservatório de carbono, ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Ao mesmo tempo, o bioma influencia os regimes de chuva em diversas regiões do país, sendo crucial para a manutenção do equilíbrio hídrico.

A degradação do Cerrado, portanto, não afeta apenas a biodiversidade local, mas também impacta diretamente a disponibilidade de água e a estabilidade climática em larga escala.

Do ponto de vista cultural, o Cerrado também é lar de diversas comunidades tradicionais, incluindo povos indígenas, quilombolas e agricultores familiares, que dependem diretamente dos recursos naturais para sua subsistência.

Esses grupos possuem conhecimentos valiosos sobre o uso sustentável da terra e desempenham um papel essencial na conservação do bioma.

Preservar o Cerrado, nesse sentido, também significa proteger modos de vida, culturas e saberes ancestrais.

Apesar de sua importância, o Cerrado é um dos biomas mais ameaçados do Brasil, com altas taxas de desmatamento e conversão de áreas naturais em pastagens e lavouras.

Esse cenário reforça a necessidade urgente de estratégias que conciliem desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

Iniciativas de reflorestamento, práticas agrícolas sustentáveis e investimentos em tecnologias verdes são fundamentais para garantir a continuidade dos serviços ecossistêmicos oferecidos pelo bioma.

Diante disso, compreender a utilidade do Cerrado vai muito além de reconhecer sua biodiversidade.

Trata-se de entender sua função vital para a segurança hídrica, alimentar e climática, bem como seu papel na promoção de um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável.

Proteger esse bioma é, portanto, uma responsabilidade coletiva e uma condição indispensável para o futuro.

No ano No ano que antecede a Conferência do Clima (COP) de 2021, a aliança arrecadou US$ 240 milhões (R$ 1,18 bilhão) para projetos que combinam produtividade rural com proteção ambiental no Brasil.

A Inovação Financeira para a Amazônia, Cerrado e Chaco (IFACC) é liderada pela Tropical Forest Alliance (TFA), The Nature Conservancy (TNC) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e conta com 16 signatários, incluindo o Banco Santander.

E a gigante de pesticidas Syngenta.

“Não se trata apenas do setor financeiro, não se trata apenas de colocar dinheiro na mesa, mas vemos empresas de soja e pecuária no Brasil contribuindo [para a iniciativa].”

disse Daniel Carrera, diretor de engajamento da agência.

Setor financeiro do TFA.

Ela explicou que o principal objetivo do evento é incluir os produtores na agenda da sustentabilidade sem abrir mão do desenvolvimento sustentável.

“Queremos trazer a voz do produtor para a conversa.”

Sete dos onze projetos estão no Cerrado, que recebeu todos os recursos, US$ 234,5 milhões (US$ 1,16 bilhão), ou 98% do total.

Os recursos estão sendo aplicados em projetos para restaurar pastagens degradadas, incentivar a conservação de plantas nativas e aumentar a produtividade de áreas degradadas.

O protestantismo do Bioma não é à toa.

O Cerrado é a maior e mais biodiversa savana tropical do mundo, respondendo por 60% da produção agrícola do Brasil.

No ano Ao contrário da Amazônia, onde o desmatamento caiu até 2023, a curva continua crescendo, com mais de 11 mil quilômetros quadrados (1,1 milhão de hectares) desmatados no Cerrado.

Segundo dados do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

A maior parte do desmatamento está concentrada no Matopiba, entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e se tornou a nova fronteira agrícola do país.

Entre os projetos apoiados no Cerrado, Reverte destinou US$ 116,9 milhões (R$ 579 milhões) a agricultores de Mato Grosso, Goiás e Maranhão para expandir sua produção de soja em pastagens degradadas.

Reduzindo a pressão sobre as plantas nativas.

Segundo o relatório da IFACC, o programa já colocou em uso 82.941 hectares de pastagens degradadas e pretende atingir 1 milhão de hectares nos próximos anos.

“Fala-se muito sobre a necessidade de fazer melhor uso das pastagens degradadas, por isso é emocionante ver um programa desta magnitude para este programa totalmente desenvolvido.

Modelos de produção

É um dos modelos de produção críticos que queremos expandir”, diz Fishbein.

As pastagens representam 29% do Cerrado – cerca de 57 milhões de hectares – e estudo publicado em 2021 mostra que grande parte dessa área é recuperável.

O Projeto Produção Responsável já destinou US$ 47,2 milhões (R$ 233,8 milhões) aos produtores rurais do Cerrado.

O objetivo é garantir a proteção de 11.300 hectares de terras até 2025.

“Este é um grande exemplo de como a conservação pode fazer sentido económico”, disse Carrera.

Além da iniciativa que abrange a Amazônia e o Cerrado, a IFACC apoia quatro projetos na Amazônia.

Os projetos na floresta tropical estão focados na bioeconomia, especialmente nos sistemas agroflorestais em cooperação com as comunidades locais.

O consórcio pretende fazer mil milhões de dólares (cerca de 5 mil milhões de dólares) em investimentos até 2025 e expandir as suas operações no Chaco, um grande bioma de floresta seca que abrange o norte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil.

“O Brasil é uma potência e vai crescer, e os agricultores querem aumentar sua renda.

Portanto, a questão é como podemos fornecer-lhes financiamento e apoio para aumentar a produção sem desmatamento, disse Greg Fishbein, Diretor de Finanças Agrícolas da TNC.

“No Brasil, a produção de soja e carne bovina não vai parar. Portanto, temos que ajudar na transição”, acrescentou Carrera.


Fonte de informação: World Wide Fund for Nature (WWF)